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Brasil e LatAm apertam OT diante de ataques

Shieldworkz, BID e Cryptonomist apontam pressão maior sobre OT/ICS em água, energia e indústria, com foco em exposição.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA1 de ago. de 20262 min de leitura

Um análise da Shieldworkz sobre campanhas iranianas contra OT/ICS aponta que atores ligados ao IRGC e à inteligência iraniana estão explorando PLCs, HMIs, SCADA e comunicações remotas de campo expostas à internet em setores de água, energia, saúde e manufatura. A recomendação é direta: tirar da rede pública toda exposição de PLC, RTU e HMI e auditar faixas de IP com ferramentas como Shodan e Censys para verificar se não há portas OT abertas.

Exposição OT em água, energia e manufatura

Uma análise técnica da Shieldworkz sobre campanhas iranianas contra OT/ICS descreve um padrão de exploração de PLCs, HMIs, sistemas SCADA e comunicações remotas de campo expostas à internet. O alcance inclui água e tratamento de esgoto, energia, instalações governamentais, saúde e manufatura.

O relatório recomenda eliminar toda exposição direta de PLC, RTU e HMI à rede pública. Também orienta auditar faixas de IP com ferramentas como Shodan e Censys para verificar se não permanecem portas OT abertas, entre elas 44818, 502, 102, 2222, 20256 e 22.

Pré-posicionamento e legado industrial

A Shieldworkz amplia esse diagnóstico no relatório Americas OT/ICS & SCADA Cybersecurity, que traz contexto sobre o aumento de incidentes em manufatura, energia, petróleo e gás, transporte e utilities de água. O documento registra operações de pré-posicionamento em ambientes OT de energia, água e telecomunicações na América do Norte atribuídas a grupos como Volt Typhoon, Sandworm e atores ligados ao IRGC.

O mesmo relatório afirma que o modelo Ransomware as a Service já reúne operadores com conhecimento de lógica de PLC e arquitetura SCADA. Também alerta que a exposição de ICS legados com portas Modbus, DNP3 e BACnet sem autenticação é crítica, e coloca os Estados Unidos como o país com maior número de portas ICS acessíveis pela internet.

Menos tempo entre TI e OT

A esse cenário se soma uma análise publicada pelo Cryptonomist, que cita recomendações da Dragos sobre ataques assistidos por inteligência artificial. O texto sustenta que esses ataques estão comprimindo o tempo entre a invasão de redes de TI e a tentativa de intrusão em OT.

A consequência, segundo esse material, é que defesas baseadas apenas em prevenção se mostram insuficientes. Para infraestrutura crítica, a recomendação é combinar firewalls, segmentação e aplicação de patches com visibilidade específica da rede OT e capacidades de detecção e monitoramento do tráfego interno de controle, em linha com os Cinco Controles Críticos da SANS para ICS.

Governança e risco regional

Na América Latina, a orientação do BID para conselhos de administração sobre gestão de riscos cibernéticos em ambientes OT oferece um marco regional de governança. O documento destaca que a digitalização de energia, água, transporte e manufatura elevou a exposição a riscos OT e que os conselhos precisam incorporar métricas específicas de risco ciberfísico, cenários de disrupção operacional e responsabilidades claras sobre a segurança de ICS.

A guia se alinha à emergência de marcos regulatórios como os que definem operadores de infraestrutura vital em países da região. Em paralelo, uma nota técnica da NextGuard Insurance sobre seguros cibernéticos para data centers na América Latina ressalta que esses operadores concentram infraestrutura OT crítica, desde refrigeração e energia até umidade e supressão de incêndios, de modo que um comprometimento pode escalar para impactos ciberfísicos massivos e afetar simultaneamente centenas de empresas.

A NextGuard recomenda que as apólices incluam cobertura explícita para ataques a sistemas OT/ICS, sinal de que o mercado segurador regional já incorpora em seu cálculo o aumento do risco industrial e crítico associado à OT.

Fontes

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