CiberLATAMbywhalemate

Brasil revisa lei de cibersegurança

Brasil mantém em tramitação sua lei de cibersegurança sobre uma base já vigente: a estratégia nacional e os planos setoriais.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 3 min de leitura

Brasil mantém em tramitação sua lei de cibersegurança sobre uma base já vigente: a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética e os planos setoriais para infraestruturas críticas. Telefónica situa a discussão dentro de uma arquitetura prévia, enquanto a Amirt detalha que telecomunicações e radiodifusão terão de elaborar planos alinhados a esse marco.

Atualização 15 de setembro de 2026: a discussão brasileira sobre cibersegurança continua apoiada em uma estratégia nacional já vigente e em planos setoriais para telecomunicações, mas agora também convive com o impasse do PL 2338/2023 de inteligência artificial, que segue em tramitação na Câmara dos Deputados sem aprovação de lei.

Brasil está desenhando sua Lei Geral de Cibersegurança sobre uma base que já existe, com a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética em vigor e planos setoriais para infraestruturas críticas. A Telefónica enquadra esse debate dentro de uma arquitetura anterior, enquanto a Amirt informa que telecomunicações e radiodifusão terão de elaborar planos alinhados a esse marco.

O que mudou na discussão legislativa brasileira?

O debate ganhou uma frente paralela com o PL 2338/2023, que busca criar um marco legal geral para a inteligência artificial no Brasil. O projeto foi aprovado pelo Plenário do Senado em dezembro de 2024 e enviado à Câmara dos Deputados em março de 2025, onde, em setembro de 2026, segue em análise por uma Comissão Especial presidida pela deputada Luisa Canziani e com relatoria do deputado Aguinaldo Ribeiro.

O status oficial do processo é de "aguardo de parecer do relator", segundo o Monitor Mercantil. O AI Policy Tracker situa a apresentação do texto no Senado em maio de 2023, sua aprovação em 10 de dezembro de 2024 e o envio à Câmara em 17 de março de 2025, ainda sem conversão em lei nacional.

Qual marco valerá enquanto não houver lei de IA?

A LGPD segue como principal referência para sistemas de IA no Brasil enquanto não houver uma lei específica aprovada. Diferentes coberturas especializadas coincidem em que o PL 2338/2023 permanece na Câmara com sucessivos adiamentos de votação, de modo que as obrigações de proteção de dados e de compliance ligadas à LGPD continuam orientando o tratamento de informações pessoais.

O Monitor Mercantil afirma que, em setembro de 2026, o país ainda não tem um marco legal específico de IA em vigor. O StartSe aponta na mesma direção ao dizer que a LGPD segue como o principal marco aplicável a sistemas de IA.

Por que a votação do PL 2338/2023 demora?

A Comissão Especial da Câmara está há 16 meses em funcionamento sem parecer protocolado, de acordo com a LCF Consulting. O levantamento acrescenta que cinco datas de votação foram marcadas e canceladas desde novembro de 2025 e que o relator Aguinaldo Ribeiro anunciou publicamente em 24/08/2026 que a votação ficará para depois das eleições de outubro de 2026.

O NDmais atribui a demora a um bloqueio de pauta e à falta de consenso político, com divergências sobre regras tributárias no relatório final. Essa combinação prolonga a incerteza regulatória para empresas de tecnologia e operações intensivas em IA.

O que propõe o texto sobre inteligência artificial?

O projeto criaria o Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial, coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados junto com outros órgãos do Executivo e especialistas, segundo O Globo. Ele também classifica tecnologias de alto risco e impõe testes de segurança e medidas para mitigar danos e vieses discriminatórios.

O mesmo texto prevê o direito de explicação e de revisão humana quando órgãos públicos usarem IA em decisões que afetem uma pessoa. Enquanto isso, a frente de cibersegurança já existente no Brasil segue apoiada na Estratégia Nacional de Segurança Cibernética e em planos setoriais para telecomunicações e radiodifusão.

Fontes

Ver todas