Banco Hipotecário é condenado por SIM swapping
Justiça manteve condenação de R$ 20 milhões ao Banco Hipotecário após caso de chip duplicado, empréstimo fraudulento
A Câmara de Apelações de Puerto Madryn confirmou uma condenação contra o Banco Hipotecário por um caso em que criminosos duplicaram o chip do celular de uma cliente, acessaram seu home banking, contrataram um empréstimo de $547.944 em seu nome e fizeram transferências. A condenação total foi de $20 milhões.
A Câmara de Apelações de Puerto Madryn confirmou uma condenação contra o Banco Hipotecário por um caso em que criminosos duplicaram o chip do celular de uma cliente, acessaram seu home banking, contrataram um empréstimo de $547.944 em seu nome e fizeram transferências. A reparação total fixada foi de $20 milhões, segundo informou a TN.
O que aconteceu no caso da cliente?
Criminosos acessaram a linha telefônica da vítima por meio da duplicação do chip, uma manobra conhecida como SIM swapping. Com esse acesso, entraram em sua conta de home banking, solicitaram um crédito de $547.944 e movimentaram fundos. A decisão da Câmara de Apelações de Puerto Madryn confirmou a responsabilidade do banco no caso.
Quais outros indícios aparecem na cobertura judicial e fiscal?
O caso se encaixa em um tipo de fraude que aparece de forma recorrente em processos investigados na Argentina. Na Terra do Fogo, o Ministério Público Fiscal informou que, entre 2024 e setembro de 2026, ingressaram 3.845 causas por estelionato e fraude na província, enquanto no Distrito Judicial Sul foram analisados 979 pedidos de instrução ligados a golpes digitais.
Desse total, cerca de 70% estava concentrado em falsidade ideológica e uso indevido de cartões ou dados pessoais, segundo a cobertura de El Sureño. Essa mesma linha de investigação provincial amplia o alcance temporal do problema e mostra que o foco judicial não se limita a um único fato isolado.
O que disse a Fiscalía de Cibercrime de Córdoba?
A Fiscalía de Cibercrime de Córdoba afirmou que a falsidade ideológica, por si só, não constitui hoje um delito autônomo, mas ganha relevância penal quando é usada para cometer uma fraude ou outro crime. Também observou que 99% dos casos analisados envolve alguma ação da vítima.
Segundo essa promotoria, o cenário é dominado por engenharia social e tomada de contas do WhatsApp. A cobertura de La Voz del Interior resumiu esse entendimento em uma frase que sintetiza o foco das investigações: não se observam apenas ataques a sistemas, mas a pessoas.
Em paralelo, a Perfil Córdoba informou sobre o crescimento do golpe digital e o uso de inteligência artificial para acelerar os enganos, em um contexto em que a duplicação de chips, a falsidade ideológica e o uso indevido de dados pessoais aparecem como padrões repetidos em diferentes províncias.
Fontes
- Alerta por estafas digitales: casi 4 mil causas en la provinciasurenio.com.ar· El Sureño
- Le duplicaron el chip del celular, sacaron un préstamo de $547.944 y la Justicia condenó al banco a pagarle $20 millonestn.com.ar· TN
- No vemos hackeos de sistemas, vemos hackeos de personas: advierten por ciberestafas en Córdobalavoz.com.ar· La Voz del Interior



