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Argentina reforça defesa de infraestruturas críticas

Plano nacional prevê SOC, ciberarenas e novas obrigações para órgãos públicos. CERT.ar já passou de 700 incidentes em 2026.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

O governo argentino apresentou um esquema para reforçar a proteção de infraestruturas críticas e serviços essenciais, com foco em energia, saúde e telecomunicações. O plano inclui um SOC nacional, ciberarenas, alertas antecipados e novas obrigações para órgãos públicos, em um cenário no qual o CERT.ar já superou 700 incidentes em 2026.

O governo argentino avançou com um plano nacional de cibersegurança para reforçar a proteção do setor público e das infraestruturas críticas contra roubo de dados, fraudes, ransomware e interrupções de serviços. A estratégia prevê a criação de um SOC nacional, a implementação de ciberarenas para simular ataques e novas obrigações de coordenação para órgãos públicos e operadores estratégicos.

¿Qué incluye el nuevo esquema oficial?

O plano, conduzido pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNC), prevê concentrar alertas de órgãos públicos em um Centro de Operações de Segurança nacional e compartilhar informações sobre ameaças detectadas. Segundo a cobertura citada por La Voz, o início da operação está previsto para o começo de 2027. A mesma apuração informa que o CNC determinou, em fevereiro, que as agências públicas indiquem responsáveis por cibersegurança, inventariem seus sistemas e meçam os tempos de interrupção.

A isso se somam oficiais de ligação em órgãos e infraestruturas críticas, uma camada de coordenação operacional voltada a setores como energia e saúde. La Voz acrescenta que o projeto também prevê uma ciberarena para simular ataques em ambientes reais de energia e saúde e medir a capacidade de resposta antes de incidentes reais.

¿Qué cambió en la estructura de ciberseguridad estatal?

O CNC foi criado como uma agência independente após a separação das funções de cibersegurança e ciberinteligência no fim do ano anterior, e desde maio de 2026 supervisiona o CERT.ar como principal entidade técnica para a gestão de incidentes, de acordo com a YNA. A mesma agência informou que o CNC emitiu uma ordem de renovação de sistemas que obriga todas as instituições públicas e as infraestruturas nacionais críticas a atualizar suas tecnologias segundo um novo marco de segurança.

Esse alcance amplia a regulação para além do setor público administrativo e alcança operadores estratégicos. A YNA também afirmou que o chefe de cibersegurança da Argentina antecipou cooperação com a Coreia do Sul diante de ameaças complexas e deslocalizadas, com busca de acordos de colaboração técnica para melhorar proteção e resposta.

¿Qué muestran los reportes de incidentes?

Os registros do CERT.ar mostram que os incidentes passaram de algo entre 200 e 400 por ano em períodos recentes para superar 700 em 2026, segundo Infobae e La Voz. Em declaração reproduzida por La Voz, o CNC disse que o aumento se relaciona com maior capacidade de detecção e com subnotificação persistente, o que indica que o volume real seria superior aos números oficiais.

A Infobae acrescentou que o Estado ainda não tem uma fotografia completa dos incidentes por cumprimento parcial da obrigação de reportá-los. A cobertura também destacou que a estratégia busca reduzir riscos de interrupções, ransomware e falhas em sistemas críticos que podem afetar energia, saúde e telecomunicações.

¿Cómo se replica este enfoque en Mendoza?

Em Mendoza, já vigora a Lei 9726, que obriga órgãos estatais, fornecedores de tecnologia e serviços críticos a adotar padrões de segurança, reportar incidentes e reforçar a proteção de dados, segundo o Mendoza Post. A norma inclui a criação de um centro de monitoramento e de um Registro Provincial de Incidentes de Cibersegurança.

A província também definiu sua própria categoria de infraestrutura crítica essencial, que abrange saúde, segurança, educação, justiça, fazenda, identidade digital e serviços públicos. Esse modelo provincial corre em paralelo à estratégia nacional e adiciona uma camada de acompanhamento local sobre órgãos e serviços considerados sensíveis.

Fontes

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