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ABIF e Microsoft reforçam defesa bancária no Chile

ABIF e Microsoft firmaram acordo para combater cibercrime e fraude digital na banca chilena, em meio a ataques crescentes na região.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

ABIF e Microsoft assinaram um acordo para combater o cibercrime e a fraude digital no setor bancário chileno. A iniciativa ocorre em um cenário regional de pressão sobre a banca, com 111 milhões de tentativas de ciberataque contabilizadas no primeiro semestre de 2026, segundo uma publicação regional, e com focos recentes no México e no Brasil.

ABIF e Microsoft assinaram um acordo para combater o cibercrime e a fraude digital no setor bancário chileno. A iniciativa ocorre enquanto diferentes publicações da região registram aumento dos ataques contra bancos e sistemas de pagamento, com 111 milhões de tentativas de ciberataque contra a banca no primeiro semestre de 2026, segundo La Razón, da Bolívia.

¿O que foi assinado no Chile?

ABIF e Microsoft concordaram em trabalhar juntos contra o cibercrime e a fraude digital no setor bancário chileno. O anúncio foi divulgado pela Microsoft News LATAM em 10 de setembro de 2026 e busca reforçar a resposta do sistema financeiro diante de ataques e manobras de fraude que afetam bancos e clientes.

¿O que mostram os alertas regionais?

As coberturas disponíveis mostram um frente ampla de fraude bancária e ataques a pagamentos eletrônicos na América Latina. Na Bolívia, La Razón informou que as instituições financeiras estiveram entre os principais alvos de ciberataques no primeiro semestre de 2026, e a mesma publicação contabilizou 111 milhões de tentativas de ciberataque contra a banca nesse período.

No México, uma análise sobre fraude digital em banca digital indicou que 51% dos ataques ocorrem durante a própria transação. Outra publicação sobre fraude bancária digital recomendou não compartilhar chaves, PIN ou códigos de token e procurar o banco diante de operações suspeitas.

¿Que casos recentes apareceram no Brasil?

No Brasil, a Folha de S.Paulo relatou um vírus que frauda QR Code, Pix Copia e Cola e pagamentos com cartão em comércios eletrônicos sem deixar vestígios. A mesma cobertura apontou que a Kaspersky verificou 90 sites de comércio eletrônico brasileiros infectados pelo malware, que substitui o QR do Pix no momento do pagamento e desvia o dinheiro para contas de criminosos.

A UOL acrescentou que o golpe também atinge o campo de copia e cola do Pix, o que mantém o risco mesmo quando o cliente não usa a câmera para ler o código. O Tempo, por sua vez, disse que o esquema foi detectado primeiro por um pesquisador independente e depois confirmado pela Kaspersky, que o observou em 90 lojas online, entre óticas, lojas de autopeças, moda e sites de financiamento coletivo.

¿Que outros atores e campanhas foram identificados?

A Fortinet publicou uma análise técnica sobre Casbaneiro, um trojan bancário que usa uma cadeia de infecção em múltiplas etapas com downloader HTA, carregador AutoIt e injeção final em um processo do Windows. A ANY.RUN divulgou uma campanha direcionada a organizações da América Latina com iscas fiscais e bancárias, que entrega um backdoor HVNC personalizado para acesso persistente e roubo de dados do navegador e de teclas digitadas.

O Google Cloud, além disso, descreveu a BREEZE COMET como um ator motivado por dinheiro que, no Brasil, se especializa em manipular sistemas de pagamento e software bancário para executar transferências fraudulentas. A CrowdStrike identificou a Slim Spider como um novo grupo criminoso que mira instituições financeiras brasileiras e sistemas de pagamentos instantâneos e cripto desde pelo menos março de 2026.

Fontes

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