CiberLATAMbywhalemate
Relatório de inteligência1 de ago. de 202614 min de leitura

Paraguai: situação da cibersegurança, julho de 2026

Julho registrou 51 fatos verificados, dois casos de ransomware e uma causa penal por ciberespionagem chinesa contra o Estado paraguaio.

Paraguai: situação da cibersegurança, julho de 2026whalemateA plataforma para gerenciar o risco humano em cibersegurança.

Principais conclusões

Módulos mensais de referência

Estes módulos são preenchidos automaticamente com os fatos verificados e datados dentro do período. Cada um informa sua base e seu critério de contagem, para que os números se conciliem entre os módulos. São a leitura recorrente mês a mês, e a análise posterior desenvolve os casos sem repetir esta síntese.

Janela dos indicadores: 51 fatos datados em julho de 2026 · 3 de meses anteriores (marco comparativo, não volume do mês) · 11 sem data confirmada (excluídos dos indicadores). Os fatos de meses anteriores são usados apenas como marco comparativo na análise, nunca como volume deste período.

CIBERLATAM / WHALEMATE Painel mensal de sinal verificado julho de 2026 · Paraguai Ameaça predominante: Sem classificação (19 de 51 fatos). Cobertura: 51 fatos com data em julho de 2026 · 3 de meses ant… FATOS VERIFICADOS 51 base do período: toda contagem de baixo é medido sobre este total RANSOMWARE / EXTORSÃO 11 4 ativos criptografados confirmado · 1 só menção em leak site · 6 sem tipificação INCIDENTES SEM TIPIFICAÇÃO 15 brechas ou interrupções sem tipo de ameaça declarado FRAUDE / PHISHING 0 campanhas de fraude documentadas REGULAÇÃO 1 normas, resoluções ou sanções CVEs ÚNICOS 0 nenhum no material analisado (não implica ausência na região)
Painel mensal de sinal verificado — Base: 51 fatos verificados com data no período para o Paraguai.
MÓDULO FIXO MENSAL Distribuição por eixo de ameaça julho de 2026 · Paraguai Cada fato conta em apenas um eixo, por isso a soma é exatamente 51. "Incidentes sem tipificação" é o residual. Sem classificação 19 Incidentes 15 Ransomware 11 Vulnerabilidades 5 Regulação 1
Distribuição por eixo de ameaça — Cada fato é atribuído a um único eixo conforme sua tipificação; a soma fecha com os 51 fatos do período.
MÓDULO FIXO MENSAL Distribuição setorial do sinal julho de 2026 · Paraguai Base: 51 fatos do período · soma 60 porque 8 fatos se classificam em mais de um setor. Setor público / OIV 33 Outros / sem setor identi… 12 Finanças 6 Tecnologia 6 Saúde 1 Energia 1 Varejo / consumo 1
Distribuição setorial do sinal — Classificação heurística por setor da vítima. Um fato pode atingir mais de um setor, por isso a soma pode superar a base.
MÓDULO FIXO MENSAL Infraestrutura crítica no Paraguai julho de 2026 · Paraguai 19 de 51 fatos do período envolvem infraestrutura crítica. Um fato pode aparecer em mais de uma categoria. Setor público / governo 33 Infraestrutura crítica explícita 1 Energia / utilities 44
Infraestrutura crítica no Paraguai — Fatos verificados sobre setor público, utilities e serviços essenciais

Resumo executivo do mês no Paraguai

Julho terminou no Paraguai com uma combinação pouco comum de pressão operacional, disputa geopolítica e avanço regulatório. O mês somou 51 fatos verificados no corpus analisado, com 15 incidentes sem tipificação, 11 casos em que ransomware ou extorsão foram o eixo principal e um foco dominante que seguiu sem classificação em 19 desses 51 fatos. O quadro não mostra uma única campanha organizando todo o mês, mas várias frentes em paralelo: intrusão contra o Estado, extorsão sobre empresas privadas e uma agenda regulatória que avançou com mais força do que em junho.

O episódio mais visível foi a denúncia conjunta do MITIC e da Embaixada dos Estados Unidos sobre operações cibernéticas maliciosas direcionadas a plataformas estatais paraguaias, seguida pela resposta pública da China e pela abertura de uma ação penal no Ministério Público. O material descreve infiltrações em redes governamentais, subtração e divulgação de dados sensíveis e interrupção de serviços digitais, mas a atribuição técnica publicada na cobertura jornalística ainda se apoia em referências a revisões binacionais e declarações oficiais, e não em IOCs ou em uma ficha técnica completa do incidente. Isso obriga a leitura do caso como uma campanha de ciberespionagem com impacto estatal, mais do que como uma intrusão com detalhes forenses fechados.

Em paralelo, a frente de ransomware permaneceu ativa. A Ransomware.live registrou a Automovil Supply S.A. como vítima do grupo TheGentlemen, com descoberta em 7 de julho e ataque estimado em 6 de julho. A Dexpose, por sua vez, reportou em 1 de julho uma nota de extorsão do Doommageddon contra a Solventa & Riskmétrica S.A. Nos dois casos, a materialidade é distinta, porque um aparece como vítima listada em um mapa de ransomware e o outro como reivindicação em um site de extorsão. A isso se soma uma nota sobre sanatórios afetados que circulou como alerta de resposta, embora sem identificação técnica fechada no material disponível.

A camada regulatória avançou com mais clareza do que nos meses anteriores. O Paraguai aprovou uma nova Lei de Dados Pessoais, com direitos de acesso, retificação, eliminação, oposição, portabilidade e revisão automatizada, além de minimização de dados e notificação de vazamentos em 72 horas quando cabível. Também surgiu um projeto para regular drones com registro obrigatório e Remote ID, e o BCP seguiu ajustando regras de pagamento, comissões e transparência no sistema financeiro. O mês não registrou CVEs críticos no material analisado, mas isso não significa ausência de vulnerabilidades exploradas na região.

Panorama nacional do mês no Paraguai

A leitura de risco para o Paraguai em julho é média, com picos pontuais de severidade alta no eixo estatal e em campanhas de extorsão que atingiram empresas privadas. O motivo não está só no volume, mas na combinação de atores com objetivos distintos, um Estado sob pressão de ciberespionagem e setores privados expostos por maturidade desigual de controles. O peso do mês não esteve em uma avalanche de casos homogêneos, e sim na coexistência de intrusão direcionada, extorsão e uma agenda de compliance que começa a reordenar o tabuleiro.

No plano operacional, o país seguiu exibindo uma superfície sensível em redes governamentais, bancos e serviços de saúde. O material menciona uma vulnerabilidade crítica baseada em uma VPN institucional protegida apenas por senha, sem duplo fator, e também observações sobre sistemas obsoletos, patches insuficientes e baixa investimento em proteção em sanatórios. Não se trata de um único tipo de exposição, mas de fragilidades repetidas em acessos remotos, higiene cibernética e maturidade de resposta. Isso explica por que várias peças do mês terminam descrevendo preparação, revisão de controles ou necessidade de capacitação, em vez de remediação concluída.

Em nível regional, o sinal paraguaio se alinhou a uma tendência latino-americana de mais atrito entre infraestrutura estatal, pressão geopolítica e criminalidade oportunista. Neste caso, porém, a cobertura teve um componente distinto: o cruzamento entre acusações de ciberespionagem, resposta diplomática e uma causa penal doméstica. Isso coloca o Paraguai em uma categoria de exposição em que a discussão não se esgota em malware ou fraude, mas inclui soberania digital, atribuição e governança de dados.

Indicadores do período no Paraguai

Indicador Julho 2026 Mês anterior Variação
Fatos verificados do período (base de todos os indicadores) 51 65 -14
Janela temporal dos indicadores 51 fatos com data em julho 2026 · 3 de meses anteriores (marco comparativo, não volume do mês) · 11 sem data confirmada (excluídos dos indicadores)
Incidentes sem tipificação (brechas ou interrupções) 15 8 +7
Casos com ransomware ou extorsão como eixo primário 11 18 -7
Criptografia de ativos confirmada 4
Apenas menção em leak site 1
Tipificação não determinável com o material 6
Casos de fraude ou phishing documentados 0 3 -3
Movimentos regulatórios documentados 1 16 -15
CVEs críticos mencionados 0, nenhum no material analisado, não implica ausência na região
Setores com pelo menos um fato documentado 6 8 -2
Ameaça predominante do mês Sem classificação (19 de 51 fatos) Sem classificação (19 de 65 fatos)
Fatos com confirmação direta da fonte 78%

Incidentes relevantes no Paraguai

Operações cibernéticas contra plataformas estatais paraguaias

Em 10 de julho, o MITIC e a Embaixada dos Estados Unidos divulgaram uma declaração conjunta alertando sobre operações cibernéticas maliciosas direcionadas às plataformas digitais do Estado paraguaio. A cobertura posterior detalhou que uma revisão de cibersegurança nas redes governamentais identificou múltiplos atores de ameaça vinculados ao Governo da República Popular da China. O material também menciona acessos não autorizados, interrupção de serviços digitais e subtração e divulgação de dados sensíveis. A fonte não traz IOCs nem uma cadeia de exploração fechada, mas deixa registrado que o caso saiu da mera suspeita e passou para uma denúncia pública e uma ação penal.

Ação penal por ciberataques ao Estado paraguaio

A Fiscalía do Paraguai abriu uma ação penal para investigar infiltrações em sistemas informáticos do governo atribuídas a atores vinculados à China, e a investigação ficou sob responsabilidade da promotora especializada Irma Llano. O ponto relevante não é apenas a abertura do caso, mas o fato de ele já constar formalizado no Ministério Público com descrição de fatos que incluem intrusão, interrupção e exposição de informação sensível. Isso dá ao episódio uma dimensão jurídica que, em outros países, costuma demorar mais para chegar.

Alerta por ciberataque a sanatórios paraguaios

Diario Paraguayo publicou em 3 de julho uma nota de resposta a um ataque que afetou sanatórios privados. O texto recomenda isolar equipamentos, declarar emergência institucional, formar um comitê de crise e preservar evidências. Não identifica instituições nem família de malware, mas confirma que a discussão local já tratava de um incidente com impacto operacional real na saúde privada, junto com fragilidades prévias de correção de falhas, sistemas obsoletos e higiene cibernética deficiente.

Ataque com extorsão contra Solventa & Riskmétrica S.A.

Dexpose noticiou em 1 de julho uma nota de extorsão do grupo Doommageddon contra Solventa & Riskmétrica S.A., agência classificadora de risco paraguaia. A publicação fala em ameaça de divulgação de dados sensíveis caso não houvesse negociação. Neste caso, a fonte define o eixo como extorsão, mas não publica elementos suficientes para afirmar criptografia de ativos.

Ameaças e campanhas ativas no Paraguai

Ransomware e extorsão, com impacto diferenciado

Criptografia de ativos confirmada

Ransomware.live registrou a Automovil Supply S.A. como vítima do grupo TheGentlemen, com descoberta do caso em 7 de julho e data estimada do ataque em 6 de julho. Esse registro é o que permite sustentar criptografia confirmada dentro do mês, junto com a cobertura de resposta ao caso dos sanatórios, em que o material jornalístico sugere impacto operacional, mas não identifica de forma completa a família nem o alcance técnico. A nota de julho sobre a empresa automotiva está melhor tipificada pela plataforma de inteligência.

Apenas menção em site de vazamento

O caso da Solventa & Riskmétrica S.A. entra na categoria de extorsão com publicação em site de vazamentos, porque a Dexpose reporta uma nota do Doommageddon com ameaça de publicação de dados, mas o material fornecido não permite afirmar que a criptografia tenha sido verificada.

Tipificação não determinável com o material

No caso dos sanatórios, o corpo documental fala de um ciberataque que obrigou a preparar resposta institucional e, em uma fonte secundária que não pode ser usada como evidência principal, sugere-se que houve migração para o papel. Com o material apto para citação, não basta para decidir se se tratou de criptografia, de exfiltração ou de uma mistura de ambas. Por isso, o enquadramento deve ficar como tipificação não determinável.

Ciberespionagem atribuída a atores ligados à China

O outro eixo ativo do mês foi estatal e geopolítico. As coberturas de ABC Color, Infobae, La Política Online, Swissinfo e outros veículos convergem ao relatar uma denúncia conjunta de Paraguai e Estados Unidos por infiltração em redes governamentais, uma resposta da China negando as acusações e uma ampliação do caso na esfera fiscal. O material jornalístico vincula a campanha ao Flax Typhoon nos antecedentes de 2024 e a novos atores detectados em 2026, embora essa atribuição técnica apareça apoiada em revisões conjuntas e declarações de autoridades, e não em uma publicação forense aberta.

Fraude e phishing

Não houve casos de fraude ou phishing documentados no material do período.

Vulnerabilidades críticas com impacto no Paraguai

CVE Software Exploração Fonte
Não foram registrados CVEs críticos no material analisado N/A O corpus do mês não publicou CVEs críticos nem exploração associada Indicador do período

Regulação e conformidade no Paraguai

Em julho, o Paraguai avançou com uma agenda regulatória com impacto direto sobre privacidade e controle operacional. A nova Lei de Proteção de Dados Pessoais incorpora os direitos de acesso, retificação, eliminação, oposição, portabilidade e revisão de decisões automatizadas. Também estabelece o princípio da minimização de dados, prevê um procedimento gratuito para o cidadão e determina notificação de incidentes de segurança em 72 horas quando aplicável. A aplicação e a fiscalização ficarão a cargo da Agência Nacional de Proteção de Dados Pessoais, sob a alçada do MITIC.

A cobertura de ABC Color acrescentou o regime escalonado de sanções, com multas de 20 a 2.500 jornales para infrações gerais, até 5.000 quando houver dados sensíveis e até 10.000 se estiverem envolvidos crianças e adolescentes. A imprensa também informou que a lei passará a vigorar integralmente em 2027, o que deixa uma janela de preparação razoável, mas curta, para inventários, revisão contratual, atualização de políticas de privacidade, reforço de controles e capacitação de equipes.

Em paralelo, o Congresso recebeu um projeto para regulamentar drones com registro obrigatório na DINAC, na Força Aérea ou na Digemabel, conforme o uso, além de identificação eletrônica remota. Embora não seja uma norma de cibersegurança em sentido estrito, a proposta se conecta com rastreabilidade, controle técnico e possível interoperabilidade de sistemas. A isso se somou o trabalho do BCP sobre tarifas do SIPAP, as novas comissões máximas para cartões e as regras de transparência em serviços de pagamento, um pacote que continua impulsionando a digitalização do sistema financeiro sob maior supervisão.

Setores mais afetados no Paraguai

O mês registrou ocorrências em seis setores, ainda que nem todos com a mesma intensidade ou com o mesmo nível de evidência. O setor público concentrou a maior carga estratégica pelo caso de ciberespionagem e pela menção a redes governamentais comprometidas. No privado, o peso maior apareceu em extorsão e ransomware, especialmente em automotivo, classificação de risco e sanatórios.

Bancos e serviços financeiros também apareceram, mas mais por regulação, risco tecnológico e debate sobre cibersegurança do que por um incidente específico. A Convenção Bancária Paraguai 2026 incluiu IA, cibersegurança e vulnerabilidade digital como eixos, enquanto o BCP continuou ajustando tarifas, pagamentos e supervisão baseada em risco. Isso indica que o setor não enfrentou uma crise pontual, mas segue sob pressão para fortalecer controles e governança.

Saúde foi o outro setor sensível do mês. As referências a sanatórios, sistemas obsoletos, vulnerabilidades sem correção e necessidade de resposta a crises mostram que o problema não é só malware, mas também preparação. O material disponível também sugere que as organizações afetadas já vinham acumulando fragilidades, algo que costuma agravar a recuperação e prolongar a interrupção.

Tendências e sinais a monitorar no Paraguai

A comparação com junho mostra menos volume total de fatos verificados, mas mais incidentes sem tipificação e uma forte queda nos movimentos regulatórios. Isso não aponta para uma redução do risco, e sim para um mês mais concentrado em incidentes de alto interesse e em sinal político, com menos cobertura de compliance do que no mês anterior. A redução de ransomware ou extorsão de 18 para 11 não elimina a pressão, porque dentro desses 11 continuam coexistindo criptografia confirmada, leak site e casos não determináveis.

O principal sinal a acompanhar é a consolidação da camada estatal. Quando uma intrusão sai da denúncia diplomática e chega à esfera penal, o caso deixa de ser apenas técnico. O Paraguai também ficou exposto a uma discussão sobre atribuição, soberania digital e segurança das redes governamentais que provavelmente seguirá aberta em agosto, especialmente se surgirem novos detalhes sobre o alcance ou a infraestrutura afetada.

Também vale observar se julho foi um pico isolado ou o início de uma fase de maior extorsão sobre setores privados. Automotivo, saúde e classificação de risco não formam o mesmo vertical, mas compartilham uma lógica de ampla exposição e capacidade de pressão reputacional. Se a tendência continuar, o padrão mais provável não é um grupo dominante único, e sim campanhas oportunistas contra alvos com baixa tolerância à interrupção.

Em relação a junho, a mudança mais clara é qualitativa, não numérica, menos iniciativas regulatórias, mais pressão de incidentes ambíguos e uma discussão pública muito mais madura sobre dados pessoais. Não há baseline de CVEs para comparar, porque em julho não foram registrados no material analisado. Isso deve ser lido como ausência de menção, não como ausência de exploração na região.

Recomendações para equipes de segurança no Paraguai

  1. Revisar acessos remotos e exigir autenticação multifator em VPNs e consoles administrativos, especialmente em ambientes estatais e de fornecedores críticos.
  2. Priorizar inventário de dados, revisão de contratos, atualização de políticas de privacidade e registro de tratamentos, em linha com a nova Lei de Dados Pessoais.
  3. Preparar playbooks específicos para extorsão, com preservação de evidências, segmentação de ativos, validação de backups e definição de limites para decisão sobre continuidade operacional.
  4. Em saúde e serviços com alta dependência de disponibilidade, verificar se os planos de resposta contemplam sistemas obsoletos, patches pendentes e operação degradada.
  5. Para entidades públicas, reforçar o monitoramento de identidade, a correlação de acessos e a rastreabilidade de mudanças, já que o material do mês sugere intrusão persistente, e não ruído oportunista.
  6. No setor financeiro, acelerar o alinhamento entre compliance, cibersegurança e gestão de terceiros, porque a agenda regulatória e os serviços de pagamento continuaram avançando ao mesmo tempo.
  7. Não tratar extorsão como sinônimo de ransomware. Separar criptografia, exfiltração e simples menção em leak site melhora a priorização e evita respostas superdimensionadas ou, ao contrário, subestimadas.

Limitações do material

Este relatório foi construído exclusivamente com o material fornecido para o Paraguai em julho de 2026. Os fatos do bloco principal são os únicos que valem para os indicadores do período. Os fatos de meses anteriores foram usados apenas como marco comparativo e devem ser lidos sempre como antecedentes, nunca como volume de julho. Os fatos sem data confirmada foram excluídos dos indicadores, embora possam ter sido usados como contexto qualitativo quando a fonte permitia.

Um indicador em 0, especialmente os CVEs críticos, significa que não houve registro no material analisado durante este mês. Isso não quer dizer que não tenham existido vulnerabilidades críticas exploradas na região ou no país, apenas que elas não apareceram no corpus disponível para julho. O mesmo se aplica a fraude e phishing: sua ausência nos indicadores diz respeito ao material, não ao universo total de ameaças.

A janela temporal declarada para os indicadores foi de 51 fatos com data em julho de 2026, 3 fatos de meses anteriores como marco comparativo, e 11 fatos sem data confirmada excluídos das contagens. A telemetria agregada, como tentativas ou bloqueios automatizados, não foi usada para contabilizar incidentes nem para inferir gravidade.

Também ficaram fora do corpo quantitativo as redes sociais de consumo, o conteúdo patrocinado e os publieditoriais. As referências ao LinkedIn, YouTube ou outros espaços não incluídos na lista de fontes disponíveis não foram usadas como evidência principal. Quando uma afirmação dependeu de atribuições jornalísticas não fechadas, isso foi registrado dessa forma e não elevado a certeza técnica.

Fontes