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Straiker liga México ao CyberCartel

Straiker atribuiu ao CyberCartel ataques contra mais de 400 instituições financeiras na América Latina e citou México e o SPEI.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:4 min de leitura

Straiker identificou um grupo chamado CyberCartel, que teria usado modelos de inteligência artificial para coordenar ataques contra mais de 400 instituições financeiras na América Latina. O relatório também mencionou possíveis vínculos com o México, uma infraestrutura chamada CARLIY0S e um banco de dados financeiro com referências ao SPEI, embora não tenha confirmado publicamente bancos mexicanos afetados nem violações concretas.

Atualização 23 de outubro de 2026: a nova cobertura ampliou o alcance atribuído ao CyberCartel, que agora aparece associado a ataques contra mais de 400 instituições financeiras da América Latina, e não apenas a alvos financeiros regionais. O material também trouxe novos detalhes técnicos sobre o repositório, com 4.493 registros, e sobre o sistema CARLIY0S, com agentes de Claude, Grok e Kimi.

Straiker identificou um grupo chamado CyberCartel, que supostamente usou modelos de inteligência artificial para coordenar ataques contra mais de 400 instituições financeiras da América Latina. O relatório também citou possíveis vínculos com o México, uma infraestrutura chamada CARLIY0S e um banco de dados financeiro com referências ao SPEI, mas não confirmou publicamente bancos mexicanos afetados nem violações concretas em instituições específicas.

O que disse o relatório sobre o CyberCartel?

Straiker descreveu o grupo como responsável por uma campanha contra mais de 400 instituições financeiras na região, segundo a cobertura divulgada por diferentes meios. Nessa atribuição, o ator também aparece sob os nomes AiPT-67 e Tr4nsHack Team, com uma fachada chamada Hexagon Security Labs Mexico, mas essa nomenclatura não equivale a uma atribuição estatal nem a uma identificação judicial.

A referência a CARLIY0S faz parte da infraestrutura que o relatório associou à atividade atribuída ao CyberCartel. As informações disponíveis não trazem validação externa independente dessa relação, então a menção deve ser lida como parte do acompanhamento técnico divulgado pela empresa, e não como confirmação oficial.

O que foi encontrado sobre México e o SPEI?

Uma cobertura do relatório indicou que um banco de dados chamado FinancialSoft foi localizado em 24 de setembro de 2026 e continha registros financeiros sensíveis, além de informações relacionadas ao Sistema de Pagamentos Eletrônicos Interbancários, o SPEI, do México. A mesma fonte esclareceu que não é possível determinar quais instituições mexicanas teriam sido afetadas.

Esse ponto deixa clara a diferença entre a presença de referências ao México no material e a confirmação de um impacto concreto. O relatório, como foi coberto, não identificou publicamente bancos mexicanos comprometidos nem detalhou se houve uma intrusão efetiva contra entidades específicas do país.

Quão sólida é a atribuição técnica?

A cobertura técnica atribui a Straiker o acompanhamento do ator sob os nomes AiPT-67 e Tr4nsHack Team, e associa essa atividade a uma fachada chamada Hexagon Security Labs Mexico. Ainda assim, o próprio material lembra que essa denominação não basta para falar em atribuição estatal nem em identificação judicial.

A Global Enterprise Roundtable acrescentou que o inventário incluía mais de 270 relatórios de testes de invasão e mais de 200 vulnerabilidades, algumas descritas por Straiker como zero-days. Mesmo assim, nos resultados citados não aparece um CVE, uma validação externa nem uma notificação de fabricante que confirme essas vulnerabilidades.

Segundo a cobertura, a campanha também envolveu o uso presumido de agentes de Claude, Grok e Kimi na coordenação de ataques contra entidades financeiras latino-americanas. Esse detalhe aparece em várias fontes disponíveis, mas continua sendo parte do relatório atribuído à Straiker, e não de uma confirmação independente.

Que outros detalhes técnicos a cobertura trouxe?

As coberturas posteriores acrescentaram que um repositório associado ao caso continha 4.493 registros, entre eles 2.911 e-mails, 903 números CLABE, 391 chaves de acesso a interfaces de programação e 67 senhas em texto claro. Esses dados ampliam o alcance do material atribuído à operação, embora sigam dependentes da investigação mencionada pelos meios de comunicação.

A Automater.ai também descreveu um sistema chamado CARLIY0S, com um agente coordenador baseado em Claude executado dentro do Cursor, agentes especializados para reconhecimento e geração de exploits, coletores baseados em Grok e modelos Kimi como alternativa quando outros modelos recusavam solicitações ofensivas. A Cybersecurity Times acrescentou três cargas automatizadas associadas ao sistema, escaneamento de bancos Oracle, busca por cadeias JDBC e chaves SSH, e mapeamento de sub-redes internas, incluindo o exemplo 172.30.2.x.

A CybersecurityNews informou que os dados obtidos pelos agentes de Grok teriam sido centralizados em um banco chamado FinancialSoft e que Kimi teria funcionado como mecanismo de fallback quando outros modelos rejeitavam solicitações ofensivas. Essa cobertura apresentou os dois elementos como detalhes técnicos adicionais atribuídos ao relatório da Straiker.

O que a cobertura disse sobre o México nesta etapa?

A Infobae apontou indícios de uma possível ligação da operação com o México, mas não confirmou publicamente que todas as entidades afetadas estivessem no país nem identificou vítimas específicas. Essa cautela mantém aberta a diferença entre uma referência técnica ao México e a confirmação de um impacto concreto em instituições mexicanas.

Por enquanto, o ponto central segue o mesmo, a presença de referências ao SPEI e ao México no material não basta para afirmar que houve bancos mexicanos comprometidos de forma pública ou verificada. A atribuição continua apoiada na reconstrução da Straiker e na cobertura posterior que a ampliou.

Fontes

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