CiberLATAMbywhalemate

Ransomware atinge vítimas na América Latina

THEGENTLEMEN, Gunra e INC Ransom ampliam vítimas e alertas na região, com foco em VPNs, firewalls e setores industriais.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA15 de ago. de 20263 min de leitura

THEGENTLEMEN adicionou 25 novas publicações de vítimas em seu leak site, com pico de 14 casos em 24 horas em 06/08, enquanto outros grupos de ransomware também deixaram marca na América Latina. A Security Arsenal descreveu a campanha como uma operação de dupla extorsão contra pequenas e médias empresas na América do Norte, Europa e América Latina.

THEGENTLEMEN adicionou 25 novas publicações de vítimas em seu leak site, com pico de 14 casos em um período de 24 horas em 2026-08-06, enquanto Gunra e INC Ransom também ampliaram sua atividade e seus alertas na América Latina. Security Arsenal, Dragos, CISA, BleepingComputer, Bitdefender, PlainSec e Check Point Research apontaram pressão sobre VPN, firewalls e setores industriais.

¿Qué sectores y vectores quedaron más expuestos?

Manufatura e serviços profissionais foram os setores com mais vítimas de THEGENTLEMEN, segundo a Security Arsenal, que também incluiu tecnologia e SaaS, agricultura e alimentos, governo e defesa, varejo e e-commerce, saúde e casos não classificados.

A empresa também apontou, como vetor primário mais provável, o abuso de dispositivos de borda, como VPN gateways, firewalls e ferramentas de acesso remoto. Além disso, mencionou como vetor provável um CVE em Check Point Security Gateway, embora esse ponto tenha sido apresentado como não confirmado oficialmente.

Em outro front, a Check Point Research colocou The Gentlemen com 125 reivindicações no trimestre, o maior ganho entre os grupos já estabelecidos no período, e afirmou que um leak interno de maio expôs a estrutura e o tooling da operação. Depois, a HIPAA Journal informou que a AnMed estava investigando a violação de dados atribuída ao The Gentlemen, embora não tenha nomeado o grupo em sua própria comunicação; a cobertura também citou que o hospital chegou a fechar quase 80 instalações enquanto enfrentava o ataque cibernético.

¿Qué mostró la actividad regional de ransomware?

O panorama regional mostrou atividade mais ampla, e a Dragos informou que, no segundo trimestre de 2026, a atividade de ransomware industrial na América do Sul somou 64 incidentes e que Brasil e Argentina concentraram metade desse total.

Segundo essa análise, os setores mais atingidos foram manufatura, transporte e engenharia.

¿Qué se informó sobre INC Ransom en la región?

A cobertura sobre o INC Ransom indicou que o grupo havia listado vítimas na Colômbia em seu leak site desde o início de agosto e também mencionou vítimas nos Estados Unidos, Austrália, Emirados Árabes Unidos, Colômbia e Suíça.

A mesma cobertura atribuiu ao INC Ransom a exploração ativa de duas vulnerabilidades recentes do SonicWall SMA1000, CVE-2026-15409 e CVE-2026-15410, para permitir acesso não autenticado e escalada de privilégios.

A BleepingComputer acrescentou que a CISA e a SonicWall já haviam alertado sobre essa exploração ativa, com patches publicados em meados de julho e sem workaround disponível.

A Bitdefender, por sua vez, disse que várias investigações atribuem ao INC Ransom o encadeamento das duas falhas desde junho de 2026 para elevar privilégios, acessar credenciais e arquivos de configuração e executar malware em fases posteriores.

¿Qué advirtió la respuesta oficial sobre Gunra?

A CISA e parceiros publicaram um advisory conjunto com orientações de detecção e mitigação, e o aviso foi emitido pelo FBI, CISA, NSA, DC3, U.S. Secret Service e pela National Police Agency da Coreia do Sul.

O advisory identifica que o acesso inicial tem sido obtido pela exploração de duas vulnerabilidades da Fortinet, CVE-2024-55591 e CVE-2025-24472, ambas em FortiOS e FortiProxy.

A cobertura independente acrescentou que o Gunra foi observado atacando firewalls Fortinet para obter acesso inicial por meio de duas vulnerabilidades críticas de autenticação em FortiOS e FortiProxy, e que tem como alvo setores que incluem saúde, saúde pública, serviços financeiros e serviços governamentais.

A CISA também recomendou priorizar a correção de vulnerabilidades conhecidas em sistemas expostos à internet, como VPN gateways e RDP, além de segmentação de rede e backups offline e imutáveis.

A cobertura do The Hacker News indicou que a operação é descrita como dupla extorsão, enquanto a PlainSec acrescentou que o Gunra também tem usado uma vulnerabilidade do Schneider Electric PowerLogic P5, ampliando sua cadeia de acesso inicial para além de FortiOS e FortiProxy.

Fontes

Ver todas