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n0n e alta de ransomware na América Latina

n0n teria atingido mais de 40 organizações marítimas, enquanto SCILabs e FortiRecon apontam mais vítimas de ransomware na região.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

n0n publicou registros sobre 38 organizações marítimas e logísticas em 18 países e territórios, enquanto relatórios de SCILabs e FortiRecon mostram aumento de vítimas de ransomware na América Latina. O México liderou os incidentes reportados em agosto de 2026, e o Brasil concentrou o maior número de vítimas confirmadas em 2025.

Entre 11 e 13 de outubro, n0n publicou 54 registros, incluindo 38 organizações da cadeia de suprimentos marítima e logística em 18 países e territórios, segundo o CISOCLUB. Ao mesmo tempo, relatórios da SCILabs, da Scitum, e da FortiRecon mostram que o ransomware continuou concentrado na América Latina, com México, Brasil, Colômbia e Argentina entre os países mais afetados, conforme cada medição.

O que n0n publicou sobre o setor marítimo?

n0n divulgou registros que, segundo o CISOCLUB, abrangiam 38 organizações da cadeia de suprimentos marítima e logística em 18 países e territórios. A publicação atribuiu ao Brasil quatro organizações dentro dessa campanha, mas não apresentou confirmação pública de comprometimento por parte das entidades.

A Risky Business descreveu o caso como uma hipótese de intrusão na cadeia de suprimentos a partir de um fornecedor de serviços de TI para o setor marítimo, com alcance potencial sobre mais de 40 autoridades portuárias, empresas de navegação e organizações marítimas. O veículo destacou que a ligação com o fornecedor seguia sob suspeita, sem confirmação das vítimas.

O Waterways Journal informou que as exigências atribuídas a n0n eram de vários milhões de dólares e que os setores citados incluíam empresas de navegação, operadores portuários e de terminais, companhias de logística e outros negócios marítimos. O veículo também trouxe recomendações da Cydome para revisar acessos de terceiros, exposição de fornecedores e credenciais compartilhadas por canais de suporte.

A Cyware resumiu o caso como um incidente de cadeia de suprimentos associado a n0n que teria alcançado mais de 40 empresas de navegação e do setor marítimo, diferenciando-o de uma intrusão confirmada individualmente em cada organização. A Risky Business também afirmou que o prazo de pagamento ligado à publicação sobre o setor marítimo expirou em 19 de outubro e que as organizações foram listadas em 12 de outubro, sem confirmar de forma independente se os dados foram de fato exfiltrados ou publicados depois.

O que mostram os relatórios regionais sobre ransomware?

Os dados disponíveis colocam a América Latina com um volume alto de vítimas confirmadas de ransomware, mas com recortes e metodologias diferentes. Uma publicação que resume dados da FortiRecon registrou 141 vítimas confirmadas no Brasil, 69 no México, 50 na Argentina e 41 na Colômbia ao longo de 2025.

Por sua vez, uma publicação que atribui seus dados à SCILabs, da Scitum, informou ao menos 290 casos confirmados na América Latina no primeiro semestre de 2026, com Brasil, México e Colômbia entre os países de maior concentração. A mesma fonte apontou serviços, manufatura e tecnologia entre os setores mais afetados.

A Imagen Radio, citando um relatório atribuído à SCILabs, da Scitum, registrou 79 ataques de ransomware na América Latina em agosto de 2026 e colocou o México como o país com maior volume de incidentes reportados. Também identificou como setores afetados serviços financeiros, varejo, governo, educação, saúde, manufatura e telecomunicações.

Quais setores aparecem nos relatórios?

Os setores mencionados pelas diferentes fontes se repetem em parte, embora com focos distintos. No caso da SCILabs e da cobertura da Imagen Radio, aparecem serviços, manufatura, tecnologia, serviços financeiros, varejo, governo, educação, saúde e telecomunicações.

No caso marítimo, as fontes apontam para empresas de navegação, operadores portuários e de terminais, companhias de logística e outras organizações ligadas à cadeia de suprimentos marítima. A coincidência na modalidade de extorsão não permite misturar esses dados com os registros confirmados de vítimas na América Latina, porque se trata de relatórios distintos e com abrangências diferentes.

Fontes

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