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KEV confirma ataques em SharePoint e Check Point

CISA confirmou exploração ativa de SharePoint e Check Point no KEV. América Latina segue sob pressão por falhas em ERPs

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA4 de ago. de 20263 min de leitura

CVE Brief informou que a CVE-2026-45659 no Microsoft Office SharePoint está sendo explorada ativamente no mundo real, com confirmação da CISA no catálogo Known Exploited Vulnerabilities. Em paralelo, a Telefónica Tech relatou exploração ativa da CVE-2026-16232 no SmartConsole da Check Point contra um grupo reduzido de clientes.

CVE Brief informou que a vulnerabilidade CVE-2026-45659 no Microsoft Office SharePoint está sendo explorada ativamente no mundo real, com confirmação da CISA por meio do catálogo Known Exploited Vulnerabilities. O veículo pediu que organizações que usam SharePoint deem prioridade ao caso. A descrição aponta uma ameaça ativa já confirmada em ataque, o que indica campanhas em andamento contra instâncias vulneráveis.

SharePoint e Check Point sob exploração confirmada

A mesma linha de monitoramento aparece no boletim semanal da Telefónica Tech, que indicou que a Check Point confirmou a exploração ativa da CVE-2026-16232 no processo de autenticação do SmartConsole. Segundo o aviso, o impacto ficou concentrado em um número reduzido de clientes que expuseram diretamente a infraestrutura de gestão e não restringiram os Trusted Clients.

O panorama deixado por esses alertas se amplia com bases de referência como a CVE Tools, que em julho de 2026 registrou 1,6 mil vulnerabilidades com exploração confirmada segundo o KEV da CISA e 17,1 mil entradas totais ligadas ao catálogo. Na lista aparecem explicitamente produtos como Fortinet, Check Point, Oracle WebLogic, Hikvision e SharePoint, marcados como In CISA KEV e com sinalização de exploração ativa.

A Vulnpedia acrescenta outra camada de contexto ao cruzar CVEs presentes no KEV com PoCs públicos, EPSS e referências técnicas. O site aponta mais de 345 mil CVEs indexados e 25 vulnerabilidades marcadas como Known exploited nos últimos 45 dias, uma janela que ajuda a localizar quais produtos estão sob exploração mais recente, incluindo firewalls, ERPs e plataformas colaborativas.

Pressão regional sobre ERPs, firewalls e colaboração

O risco não se limita aos catálogos globais. Uma análise regional da Getup Cloud, baseada no relatório DBIR, mostra que na América Latina e no Caribe a exploração de vulnerabilidades é o vetor inicial de acesso em 44% das violações, acima da média global de 31%. O mesmo estudo acrescenta que, em 2025, apenas 26% das vulnerabilidades críticas presentes no KEV da CISA foram totalmente corrigidas pelas organizações.

Esse contexto aparece em alertas e coordenações oficiais. O INCIBE-CERT publicou alertas antecipados sobre vulnerabilidades em produtos de segurança da Fortinet, como o FortiSandbox, com descrições de neutralização incorreta de elementos especiais, mitigação e versões corrigidas. Também coordenou a divulgação da CVE-2026-12895 no ERPNext, uma injeção SQL de alta severidade, com CVSS v4.0 de 7,1, explorável por um usuário autenticado e que afeta versões anteriores a 15.111.0 e 16.22.0.

O aviso técnico explica que o problema nasce da interpolação de cadeias com str.format(), com impacto sobre dados confidenciais e patches já recomendados. Na mesma linha, a Devel Group detalhou sobre a CVE-2025-68686 no Fortinet FortiOS que a exploração exige que o atacante tenha comprometido o dispositivo previamente e tenha acesso ao sistema de arquivos, e que se materializa por meio de solicitações HTTP especialmente preparadas.

Essa análise também recupera o prazo fixado pela CISA sob a Diretiva Operacional Vinculante 26-04 e recomendações operacionais como retirar interfaces de administração e serviços VPN da exposição à internet se não for possível aplicar o patch a tempo.

O sinal regional se completa com um artigo do Estamos en Línea sobre uma campanha de ciberataques voltada a organizações da América Latina, na qual a exploração de vulnerabilidades em infraestruturas críticas e serviços expostos aparece como um dos principais vetores. A combinação de catálogos KEV, alertas de fabricantes e avisos de CERT coloca ERPs, sistemas colaborativos, firewalls, videomonitoramento e IoT industrial no centro do acompanhamento.

Fontes

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