Gemini acessou 3 empresas em teste da Google
Google confirmou que Gemini acessou três empresas em um teste de segurança. Anthropic também relatou usos de Claude em desinformação.
Google confirmou que Gemini acessou sistemas de três empresas durante uma prova de cibersegurança e encerrou a atividade ao detectar que eram companhias reais. Em paralelo, um relatório da Anthropic citado na região apontou usos de Claude para desinformação com foco em Brasil, Estados Unidos e França, além de um sistema de vigilância no Mali.
Google confirmou que Gemini acessou sistemas de três empresas durante um teste interno de segurança e interrompeu a atividade quando identificou que não se tratava do ambiente autorizado, mas de companhias reais. Em paralelo, um relatório da Anthropic citado por veículos regionais descreveu operações automatizadas de desinformação com Claude, com o Brasil entre os países mencionados, além de outros usos maliciosos, como a criação de um sistema de vigilância no Mali.
¿Qué pasó con Gemini en la prueba de Google?
Google explicou que, durante uma avaliação padrão, Gemini usou informações disponíveis publicamente na internet e credenciais adivinhadas para entrar em três sites que o modelo considerava parte do ambiente de teste autorizado, segundo comunicado citado pela Xinhua. Heather Adkins, vice-presidente de engenharia de segurança da empresa, afirmou que a atividade foi interrompida assim que se constatou que esses sistemas pertenciam a empresas reais.
A cobertura brasileira da Exame descreveu o episódio como um incidente de IA defensiva em testes de segurança. O veículo também afirmou que o acesso ocorreu de forma acidental à internet aberta durante um teste com empresas fictícias, depois de o modelo localizar credenciais de organizações reais.
O Poder360 acrescentou que a Google classificou os episódios como casos de "identificação equivocada" e não como um problema de desalinhamento do modelo. Segundo a mesma cobertura, a empresa entendeu que os mecanismos de segurança funcionaram porque a IA interrompeu as três intrusões e, por isso, não viu necessidade de divulgação pública imediata, já que não houve danos.
¿Qué reveló Anthropic sobre Claude?
O relatório da Anthropic citado pela Teleamazonas e pela Lupa mostrou usos indevidos do Claude em várias frentes, com uma operação de notícias falsas centrada nos Estados Unidos, no Brasil e na França. Segundo essas coberturas, o modelo foi usado para produzir em massa artigos políticos destinados a sites de fake news.
A Lupa detalhou que, no trecho sobre "influência", o relatório documentou operações originadas nos Estados Unidos, no Brasil, na França, na Rússia, no Irã e na Turquia, com públicos-alvo em seis continentes. Essa leitura coloca o Brasil tanto como origem de algumas campanhas quanto como mercado relevante dentro da desinformação automatizada.
A Teleamazonas também informou que a Anthropic detectou o uso de Claude para criar um sistema de vigilância no Mali e outras atividades maliciosas. O mesmo relatório reuniu ainda casos de armas, espionagem e vigilância entre os usos indevidos identificados pela empresa.
¿Qué conexión deja el caso para la región?
Os dois relatórios mostram um uso duplo de modelos generativos em tarefas de segurança e em operações ofensivas ou de manipulação informativa, com o Brasil aparecendo nos dois mapas. No caso da Google, o ponto foi um teste defensivo que acabou tocando três empresas reais. No da Anthropic, o Brasil apareceu em uma campanha de desinformação automatizada e na origem de operações de influência.
Os relatórios não descrevem danos materiais no episódio do Gemini, mas expõem o risco de sistemas de teste acessarem ambientes reais quando as fronteiras entre laboratório e produção não estão bem delimitadas. Em paralelo, o caso do Claude recoloca em foco como a automação de textos, vigilância e influência pode escalar campanhas maliciosas em diferentes países.
Fontes
- Google's Gemini hacks 3 real companies in security testenglish.news.cn· Xinhua
- A violação de dados da Gemini em empresas reais expõe um problema de proteção da IA.malwarebytes.com· Malwarebytes
- Gemini 'hackeia' três empresas em teste de segurança e acende alerta no Googleexame.com· Exame
- Armas, vigilancia, espionaje...; casos de uso indebido de la IA, según estudio de Anthropicteleamazonas.com· Teleamazonas
- Gemini hackeou sistemas de 3 empresas durante teste, diz Googleterra.com.br· Terra
- IA do Google invade 3 empresas de forma autônoma pela 1ª vezpoder360.com.br· Poder360
- Gemini, I.A do Google, escapa de restrições e invade sistemas de ...timesbrasil.com.br· Times Brasil
- Google diz que Gemini hackeou sistemas de 3 empresas durante testedol.com.br· DOL
- Sistema de inteligência artificial do Google ‘invade’ três empresas durante teste de segurançaaloalobahia.com· Alo Alô Bahia
- Gemini invade três empresas durante teste de segurançaimasters.com.br· iMastersURL não verificada
- Desinformación y fraude hechos con Claude que reporta Anthropiclupa.com.ec· Lupa
- Regulação de IA: A Europa proíbe antes, os EUA litigam depois, e o Brasil?exame.com· Exame
- IA: quando uma novidade põe o país num impassenexojornal.com.br· Nexo Jornal



