Colômbia avança em cibersegurança elétrica
Colômbia está entre os marcos mais desenvolvidos em cibersegurança elétrica, com acordos setoriais e um CSIRT próprio.
Colômbia aparece, ao lado de Brasil e Chile, entre os países com os marcos regulatórios setoriais mais desenvolvidos para a cibersegurança de distribuidoras elétricas. O país conta com os acordos 1960 e 2088 do Conselho Nacional de Operação e com um CSIRT específico do setor elétrico, enquanto estudos regionais seguem apontando lacunas em monitoramento e reconhecimento tarifário.
Colômbia aparece, ao lado de Brasil e Chile, entre os países com os marcos regulatórios setoriais mais desenvolvidos para a cibersegurança de distribuidoras elétricas na América Latina. O estudo da ADELAT citado pela pv magazine Latam aponta que o país conta com os acordos 1960 e 2088 do Conselho Nacional de Operação e com um CSIRT específico do setor elétrico.
O que mostram os estudos regionais sobre a rede elétrica?
O levantamento da ADELAT, segundo a Shale24, analisou 25 distribuidoras de 10 países e encontrou que 46% não monitoram sua rede operacional. O mesmo artigo acrescenta que nenhum marco regulatório examinado reconhece a cibersegurança como uma categoria tarifária explícita e autônoma.
Esse dado escancara uma distância entre o avanço normativo observado em alguns países e a forma como essas funções são financiadas ou reconhecidas na regulação. No caso colombiano, a presença de acordos setoriais e de um CSIRT próprio coloca o país entre os marcos mais estruturados identificados pelo estudo.
Que riscos são mencionados para sistemas críticos?
A Forbes Colômbia publicou que uma especialista alertou que a conexão entre sistemas de TI e tecnologias operacionais pode ampliar o alcance de uma intrusão em fábricas, redes de energia, oleodutos, estações de tratamento de água e outras instalações essenciais. A publicação tratou esses cenários como riscos potenciais, não como incidentes confirmados na Colômbia.
O alerta se encaixa no tipo de ativo que fica exposto quando ambientes corporativos e operacionais convivem. A Computer Weekly em espanhol, por sua vez, descreve o Decreto 338 de 2022 como parte do marco colombiano para gerir o risco cibernético, a segurança da informação e a proteção de infraestruturas críticas cibernéticas, incluindo serviços essenciais como energia e água.
No conjunto, os materiais consultados mostram que a Colômbia tem peças regulatórias e operacionais mais avançadas do que boa parte da região, mas também que o desafio de supervisão e proteção das redes segue aberto no plano latino-americano.
Fontes
- Ni policías ni cámaras bastan: la amenaza digital que enfrentan las empresasforbes.co· Forbes Colombia
- La ciberseguridad de las redes eléctricas carece de reconocimiento tarifario específico en once países de América Latinapv-magazine-latam.com· pv magazine Latam
- Redes eléctricas expuestas: casi la mitad de las distribuidoras latinoamericanas no monitorea su red de operaciónshale24.com· Shale24
- Estado de la regulación de ciberseguridad en América Latina — Colombiacomputerweekly.com· Computer Weekly en español



