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Brasil lidera ataques de ransomware ao setor público

Brasil responde por 51% dos ataques ao setor público na América Latina, enquanto DragonForce escala a extorsão com RaaS e dados roubados.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA22 de jul. de 20262 min de leitura

Brasil concentró 51% dos ataques de ransomware contra o setor público na América Latina, segundo um estudo citado entre as fontes disponíveis. O dado coloca o país como o principal alvo regional, ao mesmo tempo em que cartéis como DragonForce profissionalizam cada etapa da extorsão, da intrusão inicial à pressão pública sobre as vítimas.

Brasil concentrou 51% dos ataques de ransomware contra o setor público na América Latina, segundo um estudo citado entre as fontes disponíveis. O dado coloca o país como o principal alvo regional em um momento em que cartéis de ransomware como o DragonForce estão profissionalizando todas as etapas da extorsão, da intrusão inicial à pressão pública sobre as vítimas.

O DragonForce é descrito pela WeLiveSecurity como um cartel de ransomware com uma infraestrutura completa de Ransomware-as-a-Service. Esse modelo inclui painéis de administração, sites de vazamento, sistemas de negociação e ferramentas para gerenciar vítimas. A mesma fonte afirma que o grupo também oferece suporte técnico a afiliados, o que permite que outros atores usem a plataforma com acompanhamento especializado.

O relatório também aponta que o DragonForce oferece um serviço de análise de dados roubados para ampliar o alcance da extorsão, funcionando como uma auditoria da informação subtraída das vítimas. Soma-se a isso um kit de extorsão que, segundo a WeLiveSecurity, entrega aos afiliados listas de contatos telefônicos de executivos e detalhes sobre o possível impacto regulatório que a organização pode sofrer caso não pague o resgate.

A lógica operacional do grupo não depende só da criptografia. A RecentBreaches informa que o DragonForce mantém um site de vazamentos e concentra sua atuação no roubo de dados e na extorsão contra empresas, o que confirma que a publicação de informações em portais de leaks faz parte estrutural do seu modelo. A RansomNews, por sua vez, o classifica como um ator observado pela primeira vez em 2023, que se reposicionou como um cartel com ransomware white-label e infraestrutura para afiliados.

A atividade recente reforça essa escala. Entre 14 e 16 de julho de 2026, o DragonForce publicou pelo menos 18 vítimas em seu site de vazamentos, distribuídas em oito países, entre eles o México. A Daily Security Review afirmou que esse alcance confirmou a dimensão transnacional da operação e seu foco em empresas e serviços críticos além da América Latina. A IntelFusions ampliou esse mesmo pico e falou em mais de 20 organizações afetadas em cerca de 14 países, em setores que incluem manufatura, finanças, telecomunicações, energia e hotelaria.

No caso da Ifage, a CyberVeille informou que a reivindicação pública ocorreu cerca de três meses depois da intrusão inicial. A demora sugere que o DragonForce pode manter acesso prolongado e processar grandes volumes de dados antes de entrar na fase de pressão pública, uma dinâmica compatível com uma operação voltada a explorar de forma sistemática as informações roubadas.

A WeLiveSecurity alerta que o principal risco associado ao grupo é a consolidação de um modelo criminoso escalável e descentralizado, embora não apresente dados quantitativos verificáveis sobre sua dimensão atual na América Latina.

Fontes

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